Flávio Bolsonaro entra no radar da China, que avalia possível futuro da relação bilateral

O governo chinês tem observado “falas e práticas” do candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, para avaliar como ficará a relação com o Brasil em caso de vitória do oposicionista. As informações são da CNN Brasil.

Segundo relatos feitos à CNN por fontes em Pequim, há preocupação com uma atitude abertamente pró-Estados Unidos e hostil à China por parte de um eventual novo governo de direita, embora autoridades do país vejam Flávio como mais pragmático e moderado do que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Confrontos retóricos entre Brasil e China, principalmente no primeiro biênio da gestão anterior, marcaram a relação entre os dois países.

A China defende o compartilhamento de modelos abertos de IA e a Waico é considerada uma espécie de antagonista da Pax Silica, consórcio liderado pelos Estados Unidos e formado por seus aliados, que busca construir uma rede de suprimentos confiável.

Também é crucial, para os interesses da China, a permanência do Brasil no Brics. Xi presidirá o grupo, que passou por expansão nos últimos anos, em 2027.

O programa de governo de Flávio prevê que retomada do processo de adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mas não faz uma única menção ao Brics.

De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, a China não vê riscos de que uma postura mais pró-EUA e eventualmente hostil a Pequim afete de forma significativa o comércio bilateral.