O laudo médico apontou que a causa da morte da recém-nascida Ayla Vitória, de apenas 40 dias de vida, foi sepse no curso do tratamento de politraumatismo produzido por ação contundente, conforme apuração do @blogjulianalima.
Natural de Afogados da Ingazeira, a bebê morreu no dia 24 de fevereiro no Hospital da Restauração, no Recife. De acordo com as informações apuradas, a criança sofreu múltiplos traumas provocados por forte impacto. Durante o tratamento das lesões, ela desenvolveu sepse, uma infecção generalizada que acabou levando ao óbito. Os elementos reunidos pela investigação indicam que os ferimentos podem ter sido provocados após a bebê ter sido arremessada com violência pela própria mãe da criança, que é uma adolescente.
No curso da investigação, também foi solicitada a instauração de incidente de insanidade mental, procedimento que busca avaliar as condições psicológicas da adolescente.
A análise deverá ocorrer na fase judicial e poderá esclarecer se há transtornos capazes de influenciar na responsabilização penal. Segundo a investigação, já se sabe que a jovem possui alguns transtornos, porém somente a avaliação pericial durante o processo judicial poderá apontar se essas condições podem ou não configurar a hipótese de infanticídio.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e as possíveis medidas a serem adotadas. Somente a mãe da criança foi indiciada. Os outros familiares não têm participação no crime.
INFANTICÍDIO
É o crime cometido pela mãe que mata o próprio filho, durante ou logo após o parto, sob a influência do estado puerperal. A pena é de detenção, de 2 a 6 anos, sendo mais branda que o homicídio comum devido à condição psicológica/fisiológica da genitora. É um crime próprio e doloso, conforme o Art. 123 do Código Penal.