O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divergiu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A decisão foi tomada no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de monitoramento e intimidação contra adversários, incluindo funcionários, concorrentes e jornalistas.
De acordo com informações divulgadas pelo Poder360, a PGR, sob o comando de Paulo Gonet, havia se posicionado contra a adoção imediata de medidas cautelares mais duras, argumentando que não havia, naquele momento, elementos suficientes que demonstrassem risco iminente capaz de justificar a prisão preventiva.
Apesar disso, Mendonça entendeu que havia indícios consistentes da prática de crimes e de risco à integridade de pessoas e ao andamento das investigações. Com base nesse entendimento, autorizou não apenas a prisão de Vorcaro, mas também de outros investigados, além de mandados de busca e apreensão.
A decisão também incluiu o afastamento de servidores públicos supostamente envolvidos, o uso de tornozeleiras eletrônicas em alguns alvos e o sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
A investigação teve início a partir de apurações solicitadas pelo Ministério Público Federal, envolvendo suspeitas de crimes no sistema financeiro.