Mãe faz apelo para descobrir se filho brasileiro que foi lutar na Ucrânia está morto: “Eu preciso saber”

A mãe do brasileiro Rafael Paixão, de 29 anos, faz um apelo ao governo para descobrir se o filho está vivo ou morto.

Rafael aceitou em agosto de 2024 lutar como voluntário pelo Exército da Ucrânia contra a Rússia. Desde 10 de junho, ele não tem contato com a família.

A mãe de Rafael, Nêila Paixão, é ex-vereadora de uma cidade do Maranhão que fica na divisa com o Tocantins e relevou que uma vez recebeu uma ligação da Ucrânia informando que o filho havia morrido em combate, depois recebeu uma outra ligação informando que ele havia sobrevivido, em abril deste ano.

“Foi um desespero lá e ligaram pra família de outros também, avisando que tinham morrido. Porém eles confirmaram tudo e, graças a Deus, o Rafael foi um que tava bem, que tava vivo. Nós recebemos uma videochamada do comandante nos tranquilizando, tranquilizando a família, que o Rafael tinha sido encontrado e que tava tudo bem. Graças a Deus, o pior como a gente tinha sido informado não aconteceu”, comemorou Nêila.

Mas agora Nêila e toda a família estão preocupados sem ter notícias de Rafael, e apelam para o governo brasileiro conseguir notícias.

Donald Trump anuncia cessar-fogo entre Irã e Israel

Irã e Israel firmaram cessar-fogo após 12 dias de conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) que Irã e Israel chegaram a um acordo de cessar-fogo, encerrando oficialmente a chamada “Guerra de 12 Dias”.

De acordo com Trump, a trégua será implementada em duas etapas: o Irã suspenderá suas ações militares de forma imediata, e Israel fará o mesmo seis horas depois. Após 24 horas, o cessar-fogo será considerado completo.

A negociação foi intermediada pelo primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que ajudou a convencer os iranianos após os Estados Unidos garantirem que Israel concordaria com a trégua.

Fontes iranianas confirmaram o acordo. Já Israel, até o momento, ainda não se pronunciou oficialmente. Trump comemorou o resultado e declarou que esta era uma guerra que “poderia ter durado anos e destruído o Oriente Médio, mas não o fez — e nunca o fará”.

O conflito teve início em 13 de junho, após ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, seguidos por intensas retaliações de ambos os lados, incluindo ataques dos EUA a alvos iranianos.

Confira pronunciamento de Trump em suas redes sociais:

Brasil condena ataque dos EUA ao Irã e alerta para risco nuclear

 

O governo brasileiro condenou oficialmente o ataque dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã, ocorrido neste domingo (22). Em nota, o Itamaraty afirmou que a ação representa uma grave violação da soberania iraniana, da Carta da ONU e das normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo o comunicado, o ataque pode gerar sérias consequências humanitárias e ambientais, colocando em risco populações civis diante da possibilidade de contaminação radioativa. O Brasil reiterou seu apoio ao uso pacífico da energia nuclear e rejeitou qualquer forma de proliferação armamentista.

O Itamaraty ainda expressou “profunda preocupação com a escalada militar no Oriente Médio” e fez um apelo por soluções diplomáticas imediatas que evitem o agravamento do conflito e danos irreversíveis à paz global.

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Israel critica a postura de Lula e do governo do Brasil por condenarem o ataque ao Irã

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, afirmou em entrevista ao jornal brasileiro Metrópoles que há divergências claras entre o governo Lula e Israel em relação ao conflito com o Irã.

Na conversa, ele criticou a postura brasileira, que condenou os bombardeios israelenses, e disse que as críticas ignoram que Israel agiu em legítima defesa diante da ameaça iminente de uma bomba nuclear iraniana.

Zonshine destacou que não acredita que a posição do governo represente a de todos os brasileiros, mencionando manifestações de apoio a Israel por parte de parlamentares e entidades.

Ele justificou os ataques dizendo que o Irã estava prestes a concluir seu programa nuclear, e que Israel agiu no “último momento possível” para impedir isso.

Confira posicionamento do presidente Lula: 

“Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um único campo de batalha, com consequências globais inestimáveis”, afirmou o presidente brasileiro ao se endereçar aos 16 líderes que estavam presentes no almoço de trabalho.

“Tampouco haverá segurança energética em um mundo conflagrado. Ano após ano, guerras e conflitos se acumulam. Gastos militares consomem anualmente o equivalente ao PIB da Itália”, afirmou.

Lula disse que entende a complexidade debelar as ameaças atuais, mas criticou a posição das principais potências globais. “Mas é patente que o vácuo de liderança agrava esse quadro”, comentou.