O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, afirmou em entrevista ao jornal brasileiro Metrópoles que há divergências claras entre o governo Lula e Israel em relação ao conflito com o Irã.
Na conversa, ele criticou a postura brasileira, que condenou os bombardeios israelenses, e disse que as críticas ignoram que Israel agiu em legítima defesa diante da ameaça iminente de uma bomba nuclear iraniana.
Zonshine destacou que não acredita que a posição do governo represente a de todos os brasileiros, mencionando manifestações de apoio a Israel por parte de parlamentares e entidades.
Ele justificou os ataques dizendo que o Irã estava prestes a concluir seu programa nuclear, e que Israel agiu no “último momento possível” para impedir isso.
Confira posicionamento do presidente Lula:
“Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um único campo de batalha, com consequências globais inestimáveis”, afirmou o presidente brasileiro ao se endereçar aos 16 líderes que estavam presentes no almoço de trabalho.
“Tampouco haverá segurança energética em um mundo conflagrado. Ano após ano, guerras e conflitos se acumulam. Gastos militares consomem anualmente o equivalente ao PIB da Itália”, afirmou.
Lula disse que entende a complexidade debelar as ameaças atuais, mas criticou a posição das principais potências globais. “Mas é patente que o vácuo de liderança agrava esse quadro”, comentou.