Donald Trump anuncia cessar-fogo entre Irã e Israel

Irã e Israel firmaram cessar-fogo após 12 dias de conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) que Irã e Israel chegaram a um acordo de cessar-fogo, encerrando oficialmente a chamada “Guerra de 12 Dias”.

De acordo com Trump, a trégua será implementada em duas etapas: o Irã suspenderá suas ações militares de forma imediata, e Israel fará o mesmo seis horas depois. Após 24 horas, o cessar-fogo será considerado completo.

A negociação foi intermediada pelo primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que ajudou a convencer os iranianos após os Estados Unidos garantirem que Israel concordaria com a trégua.

Fontes iranianas confirmaram o acordo. Já Israel, até o momento, ainda não se pronunciou oficialmente. Trump comemorou o resultado e declarou que esta era uma guerra que “poderia ter durado anos e destruído o Oriente Médio, mas não o fez — e nunca o fará”.

O conflito teve início em 13 de junho, após ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, seguidos por intensas retaliações de ambos os lados, incluindo ataques dos EUA a alvos iranianos.

Confira pronunciamento de Trump em suas redes sociais:

Brasil condena ataque dos EUA ao Irã e alerta para risco nuclear

 

O governo brasileiro condenou oficialmente o ataque dos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã, ocorrido neste domingo (22). Em nota, o Itamaraty afirmou que a ação representa uma grave violação da soberania iraniana, da Carta da ONU e das normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo o comunicado, o ataque pode gerar sérias consequências humanitárias e ambientais, colocando em risco populações civis diante da possibilidade de contaminação radioativa. O Brasil reiterou seu apoio ao uso pacífico da energia nuclear e rejeitou qualquer forma de proliferação armamentista.

O Itamaraty ainda expressou “profunda preocupação com a escalada militar no Oriente Médio” e fez um apelo por soluções diplomáticas imediatas que evitem o agravamento do conflito e danos irreversíveis à paz global.

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Estados Unidos atacam instalações nucleares do Irã e ampliam envolvimento no conflito com Israel

Os Estados Unidos ampliaram significativamente seu envolvimento na guerra entre Israel e Irã, ao confirmarem ataques diretos contra três instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan. A operação, conduzida com bombardeiros B-2 e mísseis Tomahawk lançados de submarinos, foi anunciada pelo presidente Donald Trump na noite desse sábado (21).

Segundo o Pentágono, os ataques causaram “danos severos” às instalações, que estariam ligadas ao programa nuclear iraniano. A ação foi classificada pelo Irã como “ilegal” e “perigosa”, com promessas de retaliação e continuidade do programa atômico. Especialistas temem uma escalada regional ainda mais intensa.

A comunidade internacional reagiu com preocupação. Países como o Reino Unido e França pediram moderação, enquanto a China e a Rússia condenaram os ataques. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a crise.

No campo militar, os EUA reforçaram a presença no Mediterrâneo e aumentaram a proteção de bases e aliados na região, incluindo o envio de sistemas de defesa aérea para Israel. Já no campo diplomático, fontes do governo norte-americano indicaram que Trump está considerando uma “janela de duas semanas” para negociações, com possibilidade de encontros em Genebra nos próximos dias.

Os mercados internacionais também sentiram o impacto, com alta no preço do petróleo e queda nas bolsas, refletindo o temor de uma instabilidade prolongada no Oriente Médio.

Com o aumento da tensão e a entrada direta dos EUA no conflito, o cenário internacional entra em uma nova fase de incertezas.

“Ou haverá paz ou haverá tragédia para o Irã. Se a paz não acontecer, continuaremos atacando […] Deus abençoe a América”., disse o presidente Donald Trump em pronunciamento oficial.

Estamos iniciando uma terceira guerra mundial?

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Israel critica a postura de Lula e do governo do Brasil por condenarem o ataque ao Irã

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, afirmou em entrevista ao jornal brasileiro Metrópoles que há divergências claras entre o governo Lula e Israel em relação ao conflito com o Irã.

Na conversa, ele criticou a postura brasileira, que condenou os bombardeios israelenses, e disse que as críticas ignoram que Israel agiu em legítima defesa diante da ameaça iminente de uma bomba nuclear iraniana.

Zonshine destacou que não acredita que a posição do governo represente a de todos os brasileiros, mencionando manifestações de apoio a Israel por parte de parlamentares e entidades.

Ele justificou os ataques dizendo que o Irã estava prestes a concluir seu programa nuclear, e que Israel agiu no “último momento possível” para impedir isso.

Confira posicionamento do presidente Lula: 

“Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um único campo de batalha, com consequências globais inestimáveis”, afirmou o presidente brasileiro ao se endereçar aos 16 líderes que estavam presentes no almoço de trabalho.

“Tampouco haverá segurança energética em um mundo conflagrado. Ano após ano, guerras e conflitos se acumulam. Gastos militares consomem anualmente o equivalente ao PIB da Itália”, afirmou.

Lula disse que entende a complexidade debelar as ameaças atuais, mas criticou a posição das principais potências globais. “Mas é patente que o vácuo de liderança agrava esse quadro”, comentou.